II Ciclo de Palestras do Orgulho na Vida Universitária
Este projeto de pesquisa visa investigar a relação entre a organização do trabalho pedagógico e o desenvolvimento de produtos educacionais destinados à Educação Básica. Partindo da compreensão de que a qualidade da educação está intrinsecamente ligada às práticas pedagógicas adotadas nas instituições de ensino, este estudo propõe analisar como diferentes abordagens de organização do trabalho pedagógico impactam a criação, implementação e avaliação de produtos educacionais inovadores.A pesquisa adotará uma abordagem qualitativa, utilizando métodos como estudo de caso, análise documental e entrevistas com profissionais da educação. Serão investigadas práticas de gestão escolar, planejamento curricular, formação de professores e uso de tecnologias educacionais, buscando compreender de que forma esses elementos influenciam o processo de desenvolvimento de produtos educacionais para a Educação Básica.O objetivo principal é identificar diretrizes e estratégias que possam contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica por meio do desenvolvimento e implementação de produtos educacionais inovadores. Espera-se que os resultados deste estudo possam subsidiar políticas públicas, práticas pedagógicas e iniciativas de formação de professores voltadas para a promoção de uma educação mais inclusiva, participativa e eficaz.
Estudo que se pretende analisar a percepção de homens cisgêneros gays sobre o processo de envelhecimento, identificando como é constituída suas redes de apoio e quais são os facilitadores e as barreiras enfrentadas ao decorrer deste processo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, analítica e exploratória, a qual investigará como tem-se dado a velhice de homens cis gays frente à questões de gêneros, orientação sexual e envelhecimento, oportunizando a contribuição para produção científica e literária, visto sua escassez, principalmente no contexto brasileiro. Para isso, utilizará de entrevistas semi-estruturadas, que serão analisadas por análise de conteúdo. Espera-se abordar a intersecção entre o cuidado à saúde de homens, processo de envelhecimento de homens e as velhices gays, buscando contribuir com as ciências da saúde e saúde pública por evidenciar lacunas e servir como diagnóstico para criação de políticas públicas específicas para esses indivíduos que envelhecem.
Esta pesquisa tem como objetivo analisar como a literatura científica nacional e internacional aborda as práticas de prevenção à LGBTfobia no contexto escolar, com ênfase na interlocução entre professores e famílias como dimensão constitutiva e dialógica dessas ações. Parte-se do pressuposto de que a LGBTfobia, enquanto fenômeno social e histórico, manifesta-se de forma explícita e simbólica no espaço escolar, exigindo intervenções pedagógicas intencionais e contínuas, ancoradas em processos formativos críticos. O referencial teórico articula a aprendizagem dialógica (Flecha, 1997; Freire, 1987), a formação crítica de educadores (Carr & Kemmis, 1986; Diniz-Pereira, 2019) e os debates sobre identidade, profissionalização e desprofissionalização docente (Sarti, 2019; Maubant et al., 2013). Metodologicamente, trata-se de uma revisão sistemática da literatura orientada pelo protocolo PRISMA 2024. Serão analisados artigos publicados entre 2000 e 2025 nas bases SciELO, ERIC e Scopus. A análise dos dados será realizada por categorização temática, conforme Bardin (2016). Espera-se que os resultados contribuam para o aprofundamento do debate sobre formação de professores e diversidade sexual, evidenciando desafios e possibilidades na construção de práticas educativas mais inclusivas, articuladas com as famílias e fundamentadas em uma perspectiva dialógica e crítica.
A educação sexual no contexto escolar brasileiro tem sido historicamente marcada por disputas políticas, ideológicas e normativas. Apesar de sua relevância para a promoção dos direitos humanos, da saúde, da diversidade e da prevenção de violências, observa-se que a temática é abordada de forma fragmentada ou silenciada nos documentos curriculares, especialmente no que se refere à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nesse cenário, o presente projeto tem como objetivo analisar se e de que maneira a educação sexual está contemplada nos currículos dos cursos de licenciatura em Pedagogia das universidades públicas do estado de São Paulo, bem como identificar as perspectivas teórico-metodológicas que orientam essa abordagem. A pesquisa, de natureza qualitativa, será desenvolvida por meio da análise documental dos Projetos Político-Pedagógicos, matrizes curriculares e planos de ensino de quinze cursos de Pedagogia ofertados por universidades estaduais e federais paulistas. A análise será orientada pela Metodologia Comunicativa e pelos princípios da Aprendizagem Dialógica, compreendendo os currículos como produções discursivas e institucionais que expressam posicionamentos políticos, éticos e pedagógicos. Busca-se identificar a presença ou ausência explícita da educação sexual, sua forma de inserção nos currículos, em disciplinas obrigatórias ou optativas, de maneira transversal ou específica, e os conteúdos priorizados, como direitos sexuais e reprodutivos, questões de gênero e diversidade e prevenção de violências. Como contribuição científica, o estudo pretende preencher uma lacuna ainda pouco explorada na literatura, ao oferecer uma análise curricular sistematizada da formação inicial de pedagogos sob uma perspectiva dialógica e crítica, ampliando as possibilidades metodológicas de investigação no campo da formação docente. Espera-se que os resultados contribuam para reflexões teóricas e curriculares e subsidiem debates sobre a construção de uma formação docente comprometida com a equidade, a diversidade e a transformação social.